Arte e Cafezin – Distanciamento Social

2 maio 2020

Imagem: Geralda Guevara

 

Por: Lívia de Paula

Já contei aqui que acredito em uma Psicologia que se entrelaça à vida cotidiana e à experiência. Junto a isso, admiro bastante a arte e acredito no seu poder de nos transformar e de nos conectar com outras pessoas e com a gente mesma. Acho que Vida Cotidiana, Psicologia e Arte formam um belo trio.

Por isso, me aventuro por outros escritos que não são textos diretamente conectados com a prática da Psicologia. Nesse momento em particular, tenho me aventurado a escrever textos em um formato diferente daquele no qual minha escrita flui mais facilmente. E faz parte desta aventura compartilhar estes textos com vocês também. Por isso, eles aparecerão por aqui com mais frequência, compondo a série Arte e Cafezin.

Segue o de hoje:

DISTANCIAMENTO SOCIAL

Eu aprendi
Que controle é uma ilusão
Que a ilusão é necessária
Que mais necessária ainda é a liberdade

Eu aprendi
Que a liberdade é o sol queimando minha pele
Que o sol que queima minha pele também aquece o meu coração
Que o meu coração precisa de abraços, beijos e sorrisos

Eu aprendi
Que abraços, beijos e sorrisos precisam ser mais praticados
Que praticar afeto é revolucionário, até mesmo à distância
Que a distância conecta, mesmo quando o junto está separado por alguns km

Eu aprendi
Que alguns km não separam quando existe afinidade
Que afinidade, amor e música alimentam a alma
Que a alma diz “Fica em casa” muitas vezes, mas a gente tinha perdido a capacidade de ouvir

Eu aprendi
A Ouvir
A Sentir
A Não romantizar
Nem a quarentena
E Sequer a Vida

Feito isso, agora quero saber o que você achou disso. Me conta sua opinião sobre esta minha “aventura”, da proposta e até do formato do texto? Faz sentido esse tipo de postagem numa página Psi? Espero você para conversarmos sobre isso nos comentários.

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